Ciclismo acadêmico, rastros urbanos
Reportagem: Andreza Brito
Tubo de Ensaio – Fafich/UFMG
Grupo de estudos sobre bike na UFMG dá visibilidade a um meio de transporte ecologicamente correto e barato. Quando o assunto é o dia a dia, os pedalantes ainda enfrentam desafios para cruzar a cidade sobre duas rodas
É ali perto de um potinho de iogurte vazio, de um saquinho de biscoitos e de uma garrafa plástica que Potira, flor bonita na língua indígena, aguarda a hora de voltar para casa. Depois de rodar por 40 minutos, desviando de buracos, passando por uma ou outra ladeira, é amarrada numa lixeira, que Irene deixa Potira. O motivo nem é a falta de cuidado com a bicicleta que além de nome também ganhou adesivos e um enfeite em forma de dado no pino da câmara de ar.
Como não existe bicicletário na Faficha estudante de Educação Física Irene Benevides coloca seu meio de transporte, quase diário, onde pode. Potira tem mais sorte quando as aulas da moça são no prédio da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Lá quem sofre mesmo é Irene. O bicicletário é dentro do prédio, coberto e vigiado, mas quem chega de bike precisa ser alto o suficiente para pendurá-la no local reservado. Dentro do campus da UFMG na Pampulha, das 16 unidades acadêmicas, apenas a EEFFTO, a engenharia e o Icex possuem esse tipo de espaço.
Além das dificuldades dentro da universidade, Irene também encontra desafios em outros caminhos: “A falta de ciclovias atrapalha e desestimula muita gente a se deslocar de bike. Também falta visibilidade. Não há respeito por parte de muitos motoristas e dos motociclistas também. A gente tem que disputar o espaço com eles.”, disse. Os contratempos para se deslocar em Belo Horizonte e a paixão por bicicletas se somaram a falta de estudos sobre o assunto na área da Educação Física. Esses foram os combustíveis que impulsionaram Irene a criar o Grupo de Estudos sobre Bike (Gebike).
Sob diversos ângulos
Nascido na Escola de Educação Física, em 2009, o Gebike tinha o objetivo de reunir estudantes universitários em torno das temáticas relacionadas a bicicletas. Desde o início, o interesse de alunos de diferentes áreas como Turismo, Biologia, Engenharia e Ciências Sociais ajuda a garantir um caráter interdisciplinar aos conteúdos que se pretende produzir. Com a ajuda de cada um deles, é possível enriquecer as discussões abordando os contextos sociais de utilização desse meio de transporte, os benefícios para a saúde, a mecânica de funcionamento e por ai vai. Isis Fernandes de Oliveira e Mireille Cássia Fonseca se formaram no curso de Turismo no ano em que o projeto começou. Além de terem em comum a escolha profissional, o vínculo com o grupo e o gosto por bicicletas, também apontam um mesmo assunto como principal ligação entre o campo profissional das turismólogas e o Gebike e o cicloturismo.
Para auxiliar nas pesquisas e promover a interação entre os participantes, o Gebike também utiliza como ferramenta o Pedalu, espécie de pedal universitário onde eles percorrem determinado trajeto em grupo. As discussões teóricas e a prática servem de apoio para trabalhos futuros, que incluem o interesse pelo cotidiano de outras pessoas que utilizam da bicicleta como meio de locomoção. Essa seria uma forma de integrar o conhecimento desenvolvido na academia com a sociedade não universitária.
Entre a rua e a calçada
Não é todo mundo que se aventura a sair pedalando pelas ruas da capital, mas de acordo com a BHTrans o número de viagens realizadas diariamente com as bikes é praticamente o mesmo das de táxi. O estudante de Ciências Sociais e membro do Gibike, João Pedro Curi, é responsável por duas das mais de 25 mil idas e vindas feitas de bicicleta diariamente na cidade. Mesmo morando a apenas 20 minutos da faculdade, e passando por ruas de transito menos intenso, alguns detalhes fazem diferença. “A gente sempre tem que andar na direita e como os carros e motos viram pela direita isso complica um pouco a nossa vida. Já quando chega no campus fica mais fácil porque tem umas trilhas legais que dá para passar.”, comenta.
Disputar espaço com os carros e buscar áreas alternativas dentro da UFMG são indicativos da falta de ciclovias em todos os espaços. Atualmente existem 22km de espaço exclusivo para trânsito de bicicletas em toda a cidade e, de acordo com a BHTrans a intenção é que a cada ano sejam instalados mais 20km para cumprir a meta dos 100km até 2014. Essas obras fazem parte do programa Pedala BH, criado pela Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de incentivar o uso desse meio de transporte para melhoria do transito e da qualidade de vida da população. No entanto, implantação da ciclovia norte, que ligaria a região de Venda Nova até a Lagoa da Pampulha, e que estava prevista para 2009 ainda não ocorreu. A BHTrans informou que está em andamento um edital de licitação para o início das obras em 2010.
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TENHO 46 ANOS, E AINDA NÃO SEI ANDAR DE BICICLETA, PASSEI A INTERESSAR PELO ESTPORTE A PARTIR DE UMA REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO, GOSTARIA DE SABER SE SABEM INFORMAR SE EXISTE EM BELO HORIZONTE ALGUMA ESCOLA OU ASSOCIAÇÃO DE CICLISMO QUE ENSINE ADULTOS A ANDAR DE BICICLETA.
AGUARDO CONTATO PELO PRÓPRIO EMAIL ACIMA, INFORMANDO NOME, ENDEREÇO E TELEFONE PARA QUE EU POSSA FAZER CONTATO COM A ESCOLA OU ASSOCIAÇÃO.
acho lindo andar de bicleta, tenho uma vontade (sonho ) de um dia aprender , infelismente não tive oprtunidade quando criança, hoje com quase trinta anos essa vontade é muito maior, caso saiba de algum endereço que ensina adultos a pedalar me informe. Grata
Rogéria, não sei se você é de Belo Horizonte, mas em BH você pode procurar lojas como a Tripp, Iken’fix e Intertrilhas, que oferecem oficinas de MTB. Talvez possam ajudar.
TENHO 37 ANOS, E AINDA NÃO SEI ANDAR DE BICICLETA, PASSEI A INTERESSAR PELO ESTPORTE A PARTIR DE UMA REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO, GOSTARIA DE SABER SE SABEM INFORMAR SE EXISTE EM BELO HORIZONTE OU SANTA LUZIA ONDE MORO ALGUMA ESCOLA OU ASSOCIAÇÃO DE CICLISMO QUE ENSINE ADULTOS A ANDAR DE BICICLETA.
AGUARDO CONTATO PELO PRÓPRIO EMAIL ACIMA, INFORMANDO NOME, ENDEREÇO E TELEFONE PARA QUE EU POSSA FAZER CONTATO COM A ESCOLA OU ASSOCIAÇÃO.
DESDE JÁ AGRADEÇO PELA ATENÇÃO.
Meu nome e Vander, tenho 40 anos, e tenho um sonho quero aprender a andar de bicicleta. Não quero passar por essa vida sem sentir esse gostinho que parece ser uma delicia.
Se vcs possuem um contato ou escola ou associação para me informar agradeço desde já.
Meu objetivo para 2012 e andar de bicicleta.