Mountain Bike BH

RUTs – Rolé Urbano das Terças

O RUTs é a pedalada urbana semanal do MTB-BH. Significa Rolé Urbano das Terças, e é também um trocadilho com a palavra inglesa roots, que significa “de raiz”, “original”, “despojado”. A proposta do RUTs é justamente essa: de destacar a simplicidade do andar de bicicleta. O passeio não tem inscrição, não tem custo, não tem patrocínio, não tem escolta motorizada, não tem uniforme (embora já exista uma camisa comemorativa): basta comparecer com a sua bicicleta e pedalar.

O encontro acontece às terças-feiras, às 19h30 (com saída às 20h), em alguma praça de Belo Horizonte. Acesse nosso fórum de discussão, na seção Próximo Passeio Urbano, para conferir o passeio do dia.  Os roteiros são variados, procuram visitar lugares da cidade pouco conhecidos, e em geral o grau de dificuldade é baixo. Todo passeio tem um ou mais padrinhos – os responsáveis pela condução do grupo -, definidos previamente ou na hora da saída. Desde sua primeira edição, em 12 de fevereiro de 2008, nunca houve terça-feira sem RUTs, mesmo sob chuva. Caso não haja roteiro agendado no fórum de discussão, o encontro ocorre no coreto da Praça da Liberdade, no mesmo horário acima.

As diretrizes do pedal são as seguintes:

- Cada ciclista é completamente responsável pela sua própria segurança, e deve agir sempre de forma defensiva, com o mesmo cuidado que teria se estivesse pedalando sozinho. O fato de estar pedalando em grupo não o exime dessa preocupação.

- É altamente recomendável que todos usem capacete, luvas, roupas claras, pisca traseiro, farol ou pisca dianteiro e adesivos refletivos no quadro da bicicleta.

- A ideia é que esses passeios ajudem um pouco as pessoas a aprender a pedalar na cidade, o que é bem diferente de fazer trilhas. Assim, os ciclistas devem sinalizar sua intenção com o braço, observar as regras de circulação, procurar respeitar semáforos e preferências, evitar transitar pela contra-mão e manter-se sempre visíveis e previsíveis. E, sobretudo, estar alertas, porque distrações no trânsito são perigosas.

- Nas vias com mais de uma faixa para automóveis, a estratégia do grupo é ocupar toda a largura da faixa mais à direita, para fazer volume e aumentar a visibilidade e a segurança do grupo. Nas vias com apenas uma faixa, o grupo deve andar em fila indiana, de forma que a via seja compartilhada com o transporte motorizado.

- É intenção também que o passeio chame a atenção de outras pessoas para as vantagens de se transitar de bike pela cidade. Para isso é importante respeitar pedestres, dando-lhes sempre a preferência, e negociar em situações de “conflito” com o transporte motorizado, evitando um contato agressivo – a simpatia é a arma do convencimento.

- Podem participar dos passeios ciclistas de qualquer nível. Uma das intenções é proporcionar a quem quer começar a pedalar uma oportunidade para fazê-lo de forma segura e confiável. Mas pode-se verificar com o padrinho da vez se há naquele dia algum grau de dificuldade adicional.

- Não há compromisso em concluir o passeio: pode-se participar de apenas parte dele, e abortar em qualquer lugar – afinal, estaremos dentro da cidade. Mas é importante que todos fiquem atentos ao itinerário e o tenham em mente desde o começo do pedal, principalmente para não se perder (embora o padrinho promova paradas para ajuntar o grupo de tempos em tempos ao longo do percurso).

- Os passeios devem ter em torno de 20 km e duas horas de duração, mas não há qualquer obrigação em relação a isso: é apenas uma referência para o padrinho definir o percurso.

- Não se trata de um cortejo fúnebre, mas a barulheira e a algazarra devem ser evitadas. Além de o silêncio proporcionar uma maior sensação de suavidade no deslocamento no asfalto, passaremos por áreas residenciais e hospitalares em horário noturno.