Mountain Bike BH

RUTs – Rolé Urbano das Terças

O RUTs é a pedalada urbana semanal do MTB-BH. Significa Rolé Urbano das Terças, e é também um trocadilho com a palavra inglesa roots, que significa “de raiz”, “original”, “despojado”. A proposta do RUTs é justamente essa: de destacar a simplicidade do andar de bicicleta. O passeio não tem inscrição, não tem custo, não tem patrocínio, não tem escolta motorizada, não tem uniforme (embora já exista uma camisa comemorativa): basta comparecer com a sua bicicleta e pedalar.

O encontro acontece às terças-feiras, às 19h30 (com saída às 20h), no coreto da Praça da Liberdade. Na eventualidade de qualquer alteração, há comunicação prévia no nosso fórum de discussão, na seção Próximo Passeio Urbano. Os roteiros são variados, procuram visitar lugares da cidade pouco conhecidos, e em geral o grau de dificuldade é baixo. Todo passeio tem um ou mais padrinhos – os responsáveis pela condução do grupo -, definidos previamente ou na hora da saída. Desde sua primeira edição, em 12 de fevereiro de 2009, nunca houve terça-feira sem RUTs, mesmo sob chuva.

As diretrizes do pedal são as seguintes:

- Cada ciclista é completamente responsável pela sua própria segurança, e deve agir sempre de forma defensiva, com o mesmo cuidado que teria se estivesse pedalando sozinho. O fato de estar pedalando em grupo não o exime dessa preocupação.

- É altamente recomendável que todos usem capacete, luvas, roupas claras, pisca traseiro, farol ou pisca dianteiro e adesivos refletivos no quadro da bicicleta.

- A ideia é que esses passeios ajudem um pouco as pessoas a aprender a pedalar na cidade, o que é bem diferente de fazer trilhas. Assim, os ciclistas devem sinalizar sua intenção com o braço, observar as regras de circulação, procurar respeitar semáforos e preferências, evitar transitar pela contra-mão e manter-se sempre visíveis e previsíveis. E, sobretudo, estar alertas, porque distrações no trânsito são perigosas.

- Nas vias com mais de uma faixa para automóveis, a estratégia do grupo é ocupar toda a largura da faixa mais à direita, para fazer volume e aumentar a visibilidade e a segurança do grupo. Nas vias com apenas uma faixa, o grupo deve andar em fila indiana, de forma que a via seja compartilhada com o transporte motorizado.

- É intenção também que o passeio chame a atenção de outras pessoas para as vantagens de se transitar de bike pela cidade. Para isso é importante respeitar pedestres, dando-lhes sempre a preferência, e negociar em situações de “conflito” com o transporte motorizado, evitando um contato agressivo – a simpatia é a arma do convencimento.

- Podem participar dos passeios ciclistas de qualquer nível. Uma das intenções é proporcionar a quem quer começar a pedalar uma oportunidade para fazê-lo de forma segura e confiável. Mas pode-se verificar com o padrinho da vez se há naquele dia algum grau de dificuldade adicional.

- Não há compromisso em concluir o passeio: pode-se participar de apenas parte dele, e abortar em qualquer lugar – afinal, estaremos dentro da cidade. Mas é importante que todos fiquem atentos ao itinerário e o tenham em mente desde o começo do pedal, principalmente para não se perder (embora o padrinho promova paradas para ajuntar o grupo de tempos em tempos ao longo do percurso).

- Os passeios devem ter em torno de 20 km e duas horas de duração, mas não há qualquer obrigação em relação a isso: é apenas uma referência para o padrinho definir o percurso.

- Não se trata de um cortejo fúnebre, mas a barulheira e a algazarra devem ser evitadas. Além de o silêncio proporcionar uma maior sensação de suavidade no deslocamento no asfalto, passaremos por áreas residenciais e hospitalares em horário noturno.